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Luiz Carlos Gonçalves - CEFET-MG - UOL Blog
Luiz Carlos Gonçalves - CEFET-MG


Alunos fazem paródias de textos infantis

 

Livrinhos: montagem fotográfica com algumas das 23 paródias feitas pelo 1º Ano

 

Os alunos das três primeiras séries escreveram 23 paródias de textos infantis. O trabalho, entregue ilustrado e encadernado, em forma de livrinhos infantis, é um trabalho de Redação e deve trazer paródia de alguma historinha clássica. Os títulos preferidos, como em todos os anos, foram Chapeuzinho Vermelho, Os três Porquinhos e Cinderela. Já o assunto mais parodiado foram os escândalos políticos, que fizeram surgir personagens como Valerinho Vermelho, Lobo Jefferson ou Ali-Lulá. Mas celebridades da TV também tiveram sua sátira, como a jurássica Hebe Camargo ou o cantor Belo. Da escola, até a desaparecida professora de Física Kátia foi lembrada. O objetivo do trabalho é praticar a estrutura do texto narrativo.



Escrito por Luiz Carlos Gonçalves às 15h21
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Há escolas que são gaiolas

Há escolas que são asas. Essa é uma máxima do educador Rubem Alves, talvez a única pessoa sensata no ramo da educação neste país. Mas esse pensamento, além de nos remeter diretamente à estrutura física e disciplinar de nossas escolas, também se refere a conteúdos e metodologias. É possível dar asas aos estudantes sem grandes investimentos financeiros. Mas não é possível fazer isso sem romper com fórmulas arcaicas e podres de que muitos professores e alunos não querem se livrar.

Rubem Alves, em seus textos questiona a forma como a escola é há séculos. Tudo muda. A telefonia evoluiu, os carros são mais rápidos, seguros e econômicos, as máquinas de escrever foram substituídas por computadores e este ano faz um século que Santos Dummond voou pela primeira vez... Mas nas escolas, quadro negro e giz ainda são o supra sumo da modernidade. Veja-se bem: estamos falando de um pedaço de cal esfregado na parede!

E não adianta citar data-show como exemplo de evolução. Não é, porque o uso que se dá a ele é rigorosamente o mesmo do quadro ou do retroprojeto. Com a vantagem de que estes últimos são mais baratos. Para mudar, é preciso rever tudo. E tudo significa tudo mesmo: as matérias, o conteúdo, a divisão em séries, a duração das aulas e do ano letivo, o leiaute das salas de aula, as formas de avaliação...

Há experiência em vários lugares do mundo com turmas com mais de um professor de diferentes conteúdos e alunos também de diferentes níveis. Professores se comunicando – coisa rara – e alunos trocando experiências. Em vez de palestras enfadonhas, projetos que extrapolem a sala de aula.. A cada bimestre ou qualquer que seja a divisão de tempo, os alunos se empenham em desempenhar uma grande tarefa interdisciplinar.

Não existem fórmulas prontas para a educação. Mas o caminho parece ser mesmo o de se trabalhar em grupos, abolindo-se as provas assustadoras, a decoreba e as divisões de horário e conteúdo como é hoje. Mas uma coisa é certa: a atual fórmula de escola não funciona mais. E isso se deve a um fato simples: o modelo de escola-gaiola foi pensado para a idade média. Hoje podemos voar. Graças apenas a Santos Dummond.



Escrito por Luiz Carlos Gonçalves às 16h13
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Site prega voto nulo e ódio contra negros

O grupo White Power de São Paulo divulgou manifesto neste final de semana, em São Paulo, contra a política de cotas raciais. “Hoje eles roubam, sua vaga nas universidades públicas, se você não agir agora, quem nos garante que eles não roubarão vagas nos concursos públicos?”, diz o folheto, ao lado da ilustração de um negro que exibe um prova fictícia de vestibular com questões como “Tenho uma dúzia de bananas e 12 filhos. Quantas bananas posso dar para cada filho? a) 1; b) 3; c) Nenhuma, eu como as 4 mezmo”.

O White Power prega o racismo e a intolerância contra judeus, nordestinos, estrangeiros e gays. No site do grupo (www.whitepowersp.or), há ainda recomendação de voto nulo. “Além do vagabundo sem dedos, quem implantou boa parte das leis anti-brancos neste país (como a proibição da suástica) foi o governo do PSDB”, diz o site. A página do grupo também pede que as pessoas denunciem estrangeiros ilegais – na verdade, cita apenas bolivianos, nigerianos e chineses – e alerta: “Se seu pai fosse gay, você não teria nascido”.



Escrito por Luiz Carlos Gonçalves às 13h51
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Matheus se recupera de acidente

O aluno do 1ºA Matheus Farnese está fora de perigo. Segundo o Hospital São João de Deus, onde ele está internato, Matheus está consciente e se recupera bem do acidente. O estudante foi atropelado na sexta à tarde, quando chegava ao Cefet. O hospital, no entanto, não sabe quando Matheus poderá ir para casa.



Escrito por Luiz Carlos Gonçalves às 20h50
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Prefeito de BH pode ser ministro da Fazenda

Lula estuda, se for reeleito, trocar o ministro da Fazenda, cargo ocupado hoje pelo petista Guido Mantega. A idéia do presidente é nomear para o cargo um petista respeitado pelo mercado e que não seja paulista. O preferido do presidente é o economista e prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

O presidente quer dar projeção a um nome do PT que possa ser o candidato ao Planalto em 2010. Pimentel se enquadra perfeitamente nesse papel. Isso porque o prefeito mineiro tem perfil muito parecido com o do governador Aécio Neves. Ambos têm administração com grande aprovação popular e são considerados administradores sensatos.

Com Pimentel na Fazenda, Lula teria um nome capaz de ter boa inserção em Minas. Além disso, dificilmente o próximo ocupante do Planalto será de São Paulo. Após tantos escândalos envolvendo políticos do estado, é crescente o apelo de outros estados por um presidente fora do PT e do PSDB paulistas.

O único entrave à nomeação de Pimentel é o fato de ele estar há apenas dois anos frente à prefeitura de BH. É difícil prever a reação dos eleitores à saída. Os outros presidenciáveis de Lula são Marta, que será ministra das Cidades e Ciro Gomes, futuro ministro da Saúde, num eventual segundo mandato de Lula. Como dificilmente o PT cederia a legenda para Ciro, que é do PSB, Marta sai na frente. Mas ao que parece, terá a concorrência de Fernando Pimentel.



Escrito por Luiz Carlos Gonçalves às 16h46
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A divertida ira de Veja contra Lula

“Os boatos sem fundamento e a exploração do medo passaram a ser a marca da campanha do candidato-presidente. A manipulação do medo foi sempre marca registrada da direita” (Boris Fausto, historiador); “Não há a menor dúvida sobre isso. A origem do dinheiro (do dossiê) é criminosa” (Antônio Biscaia, deputado); “Lula e seu partido mobilizam o que o país tem de pior, de mais atrasado, provinciano e recalcado” (Reinaldo Azevedo, quem?); “Lula não aproveitou oportunidades e acabou cansando por ficar repetindo palavras à exaustão, como um macaquinho de realejo.” (Roberto Jéfferson, ex-deputado); “Este é um governo conduzido pr idiotas de esquerda apoiados por idiotas de direita”  (Reinaldo Azevedo, quem?); “O Bolsa-Família é uma vergonha para qualquer governo (Jackson Inácio da Silva, irmão de Lula); “Sei que tipo de cartinha vagabunda dos vagabundos do PT que tenho recebido por causa dessa história de não declarar apoio ao vagabundo do presidente” (Heloísa Helena, senadora); “Lula abraçou todas as práticas condenáveis de FHC e acrescentou, de maneira deslavada e gigantesca, a corrupção” (Anthony Garotinho, pastor evangélico); “Se a gente pudesse esmagar o PT com um dedo, a gente esmagava” (Ronei Cecconello, secretário de uma cidade do interior do RS)

A seleção de frases acima foi retirada das duas últimas edições de Veja. A revista tem uma seção chamada “Veja essa”, em que traz uma coletânea de frases fora de contexto. O objetivo, em tempos de paz, é debochar de louras burras e exaltar “monstros sagrados” da nossa cultura, como Tom Zé, Caetano Veloso e qualquer intelectual de plantão. Mas nesta campanha, Veja está usando a seção apenas para expor frases – repete-se, fora de contexto – que de alguma forma denigram Lula e exaltem os tucanos.

Nas duas últimas revistas, foram 33 frases. Dessas, 20 mencionavam o nome de Lula. Das 20, até duas frases do próprio Lula foram recortadas de forma que ficassem contra ele. Ou seja, das 20 menções ao presidente, todas eram negativas. Para atacar Lula, Veja recorre a inimigos do presidente e ou a figuras desconhecidas. A ressentida monoblusa Heloísa Helena, que acusa Lula até de ladrão de pirulito está sempre lá. Outro freqüentador da coluna é Roberto Jefferson, sobre o qual não é preciso nenhum comentário. E tem um tal de Reinaldo Azevedo, apresentado apenas como jornalista. Isso sem falar no conhecidíssimo Ronei Cecconello, secretário de Administração da famosa Ipiranga do Sul, no Rio Grande Sul.

Esta é a eleição do preconceito liberado. Pode-se acusar Lula de qualquer coisa. Mas dizer que Alckmin gosta de privatizar é terrorismo de direita. Veja tem o direito de escolher o lado dela. Mas parece se esquecer de uma máxima: a diferença entre remédio e veneno é a dose. A revista tem exagerado nos ataques a Lula. Falta sutileza. Normalmente, é o remédio que vira veneno, quando aplicado em doses cavalares. Mas a julgar pelas pesquisas que mostram que Lula pode vencer com a maior votação da história do planeta, Veja está conseguindo o inverso: transformar veneno em um santo remédio para o combalido Lula..



Escrito por Luiz Carlos Gonçalves às 11h17
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